Depois de se arrumar as pressas, pois estava atrasado para a Faculdade, Tomas saiu em direção a parada de onibus, vestido com uma calça jeans, tenis e uma camisa de botão azul sobre uma branca básica. A uns poucos metros da parada de onibus, o viu já parado, fez sinal para o motorista, que para surpresa de Tomas, o esperou. Na roleta, deixou algumas moedas cairem, juntou, entregou ao cobrador e olhou rapidamente, meio sem graça, para os passageiros. Então, notou um semblante conhecido entre os que estavam sentados. Uma mulher de longos cabelos, de um vermelho intenso brilhando devido o sol que adentrava o veiculo, vestida em um blazer e com uma grande bolsa sobre o colo.
Logo que a viu, ela sorriu. Ele se aproximou, ela pediu a mochila para segurar, já que o onibus já não tinha mais assentos livres.
- Oi! - Disse ela, com um sorriso estonteante.
- Oi, Stephanie. Quanto tempo, hein?! Só assim pra gente conversar mesmo. A ultima vez também foi no onibus a um ano atrás. - Disse Tomas.
Uma coisa que ele sempre admirou em Stephanie foi o sorriso. Realmente um sorriso lindo. Os dois estudaram juntos no ensino médio, e também comemoraram juntos a aprovação no vestibular. Ela passou em Pedagogia, sonhava ser professora, cuidar de crianças e ensina-las. Mas conseguiu um estagio num banco, logo após foi contratada, casou e largou a faculdade. Ele passou em Matemática, na mesma faculdade e continua estudando lá.
- Como você tá? - Perguntou ela.
- To ótimo, como sempre! E tu, como estás? - Disse ele sorrindo.
- É, tu sempre tá feliz, tenho inveja de ti por isso. Mas eu to bem.
- Legal! Como tá o casamento?
- Quer um conselho? Não casa! Não ainda, tu é novo, vive mais um pouco. Não que seja ruim, na verdade é muito bom, mas é porque é barra casar ainda novo, sem ter uma estabilidade ainda. Primeiro se forma, arranja um emprego e quando tu achar que está bem, aí casa!
- Eu te avisei pra não casar ainda!
Ela riu.
- Eu sei! E não pretendo casar, não ainda. Casar eu quero.
- Ah, compramos um carro. Qualquer dia vou te fazer uma visita.
- Sério? Legal. Tá bem lá no banco?
- É. No inicio era chato, mas a gente aprende muita coisa, mas sinto falta do curso. Gostava de dar aula, mas o dinheiro é melhor no banco.
Ela falava agora com um semblante triste e olhar ao fundo. Ele sabia que ela gostava muito da sala de aula, e que isso a atormentava, gostava mais das salas de aula do que o banco, sem duvida. Mas o dinheiro fala mais alto. Uma pena.
- Sinto falta dos meus alunos, meus filhos... Mas me fala sobre você! Continua fazendo Matematica? Nao desistiu nao né?!!! - Falava Stephanie já com o sorriso no rosto novamente.
- Não nao! Vou me formar. Quero ser professor. Gosto de dar aula, de ensinar.
- Que bom! Não perca isso.
- Não vou!
- Ei, hoje vou passar na tua casa, depois da academia, pra te buscar pra gente conversar melhor.
- Vou esperar! Eu sei que tu não vai, mas vou esperar mesmo assim! - Brincou ele.
- Ôoo, eu vou. Dessa vez eu vou! - Insistiu Stephanie
- Tá bom, acredito.
- Mas e o coração? Como é que tá? Tá namorando?! - Perguntou ela.
- Mais ou menos.
- Tá enrolado?!
- É.
- Só não casa! - Brincou ela.
- Tá bom.
Os dois riram e conversaram durante quarenta minutos. Até chegar a parada de Tomas. Ele deu um beijo na testa de Stephanie, se despediu e desceu.
Naquele dia Tomas teve um dia cheio. Prova, alguns trabalhos pra apresentar na faculdade, chegou muito cansado em casa. Stephanie foi a maior amiga que ele fez no ensino médio, na escola. Ele diz que ela foi responsavel pelo amadurecimento dele. O fazia pensar, porque ela indagava demais.
Naquela noite, ele a esperou. Mas ela não apareceu, ele quis ligar, mas preferiu que o acaso fizesse o reencontro um outro dia qualquer.
- Ah, compramos um carro. Qualquer dia vou te fazer uma visita.
- Sério? Legal. Tá bem lá no banco?
- É. No inicio era chato, mas a gente aprende muita coisa, mas sinto falta do curso. Gostava de dar aula, mas o dinheiro é melhor no banco.
Ela falava agora com um semblante triste e olhar ao fundo. Ele sabia que ela gostava muito da sala de aula, e que isso a atormentava, gostava mais das salas de aula do que o banco, sem duvida. Mas o dinheiro fala mais alto. Uma pena.
- Sinto falta dos meus alunos, meus filhos... Mas me fala sobre você! Continua fazendo Matematica? Nao desistiu nao né?!!! - Falava Stephanie já com o sorriso no rosto novamente.
- Não nao! Vou me formar. Quero ser professor. Gosto de dar aula, de ensinar.
- Que bom! Não perca isso.
- Não vou!
- Ei, hoje vou passar na tua casa, depois da academia, pra te buscar pra gente conversar melhor.
- Vou esperar! Eu sei que tu não vai, mas vou esperar mesmo assim! - Brincou ele.
- Ôoo, eu vou. Dessa vez eu vou! - Insistiu Stephanie
- Tá bom, acredito.
- Mas e o coração? Como é que tá? Tá namorando?! - Perguntou ela.
- Mais ou menos.
- Tá enrolado?!
- É.
- Só não casa! - Brincou ela.
- Tá bom.
Os dois riram e conversaram durante quarenta minutos. Até chegar a parada de Tomas. Ele deu um beijo na testa de Stephanie, se despediu e desceu.
Naquele dia Tomas teve um dia cheio. Prova, alguns trabalhos pra apresentar na faculdade, chegou muito cansado em casa. Stephanie foi a maior amiga que ele fez no ensino médio, na escola. Ele diz que ela foi responsavel pelo amadurecimento dele. O fazia pensar, porque ela indagava demais.
Naquela noite, ele a esperou. Mas ela não apareceu, ele quis ligar, mas preferiu que o acaso fizesse o reencontro um outro dia qualquer.
Um comentário:
Nem sempre é bom esperar o acaso. Às vezes ele nos prega peças.... "/
Beijos*-*
http://evesimplesassim.blogspot.com/
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