quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Eu sou tudo. Eu sou nada!

Quem me vê, vê um cara amarelo, talvez branco, quem sabe pardo!
O que sou?
Sou tudo, sou nada. 

Nasci moreno, de cabelos lisos, como tantos outros. Aos dois já era totalmente loiro, com cabelo cor de ouro. Aos nove  foram-se meus últimos fios dourados e ficou outro, crespo, pixaim, ondulado, cacheado, não sei ao certo, porque isso não importa mais, já que estes estão indo também e em breve estarei com a cabeça lisa, brilhando ao sol.

Mas em 23 anos passei por essa metamorfose sem nunca ter usado uma tintura. Talvez tenha estragado porque cortava o cabelo com uma mulher e ela estava no período vermelho. Ou foi em 1998 que começou a mudar, quando cortei na lua cheia de março. Ou pode ter sido a máquina? Sempre dizem que cortar cabelo na máquina estraga o cabelo... Já sei, esse cabelo não é meu, vai ver que foi uma mistura de DNA's que fez isso.. Mas então qual seria minha raça, minha cor, meu genero, ou que seja pra definir isso tudo?

"Ah ora porra!"  - Pensei eu!
Eu tenho o cabelo crespo, então sou preto! É, sou um negão em pele de outrem. Vai ver Deus quis fazer um experimento!
"Vó, nossa família descende de que País?"
"Meus avós eram portugueses" - respondeu ela.
Então sou português. Mas meu pai era negro. Então sou negro. Mas por que tenho a pele amarela?
Já sei, sou oriental também!
Isso mesmo, sou oriental, africano, europeu e americano. Sou índio. Devo ser índio também!
Aí pensei, pensei e conclui:

Sou negro, mulato do nariz achatado. 
Sou preto, pretinho do cabelo crespinho. 
Sou japonês, chinês, coreano e russo, amarelo-manga, amarela-canário, amarelo-yellow. 
Sou índio, indiano, maia, sou do povo americano da pele rubra, avermelhada cor de cobre.
Sou pardo, de olhos amendoados, cabelos lisos ondeados, loiros e negros.
Sou branco, preto, vermelho, amarelo, azeitona, manga, mongólico, caucásico, malaia.
Eu sou tudo. Eu sou nada!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Homenagem dos moradores de Belém pelos seus 396 anos

Bem que eu queria fazer um texto em homenagem a minha querida e amada cidade, Belém do Pará, com belas imagens de seus pontos turísticos, culinária exótica, sotaques, expressões e tudo mais característico daqui. Poderia falar também do clássico RExPA, porém, assim como ela, os dois maiores clubes da capital, Remo e Paysandu, mais conhecidos como Leão e Papão, estão tão apagados quanto.
Poderia comentar os artistas da terra, não só de Belém, mas como de todo o estado, mas por que comentar, se nem os próprios conterrâneos conhecem ou apoiam? (Claro, há exceções, sempre há!)
Porém, nas ultimas semanas observo que a má situação da cidade se deve, sobretudo, aos seus cidadãos, se é que posso chamá-los assim.
Fonte: Infelizmente, Belém tem disso (por Sérgio Bastos)

O que tenho a dizer dos moradores desta cidade: são mal educados!
E repito: mal educados. (Me refiro aqui a maioria)
A população de Belém faz apenas reclamar do poder publico, acusações, ofensas, criticas, mas como já disse uma vez metade dos problemas da nossa cidade seriam resolvidos se nossos cidadãos fossem mais educados. Não estou isentando o poder publico de suas responsabilidades, mas se a população reclama que as ruas estão sujas, então deveriam parar de jogar lixo nelas, afinal não é a prefeitura que suja e tem que limpar, o lixo não aparece lá do nada, como a teoria da geração espontânea. 
A cidade é suja porque seus habitantes não têm educação. Não é difícil presenciar um ser humano qualquer esticar o braço para fora dos coletivos e jogar na a avenida um papel de bombom, um saquinho de picolé, uma latinha de cerveja ou refrigerante. Assim como não é dificil um morador fazer a limpeza no quintal e despejar tudo na esquina. Se fizer isso, ligue para a central de coleta de entulhos. Mas preferem reclamar a fazer uma simples ligação.
Fonte: Belém afogada por água e lixo (por Lucio Flavio Pinto)

Belém não tem muito o que comemorar, afinal, no fim da festa, todos os convidados irão embora, deixando a sala ainda mais suja.